quarta-feira, 24 de maio de 2017

24 de Maio de 2017, Apelo Para o Hoje e Relato Para o Futuro

      Este ano já acharam uma nova forma para chamarem os manifestantes que sabem que só fazer barulho e sentar na calçada não adianta NADA: "mascarados". "Vândalos", "vagabundos" e agora "mascarados". Em pouquíssimo número, não o suficiente para pressionar os criminosos que continuam desmantelando o país. 


      Hoje o perverso presidente substituto Temer tem a ousadia de decretar o uso das Forças Armadas contra a população, que não tem armas, não somos sequer um exército. Estamos descontentes e, ainda assim, desunidos.


      Hoje a ALERJ acabou de aprovar para 14% o aumento do desconto na folha do servidor do estado para a previdência. O policial que também é servidor do estado, insanamente se orgulha de censurar os manifestantes.


      Nenhum poder nos defende, nem a mídia, pelo contrário, estamos sendo colocados uns contra os outros o tempo todo. Parte da população ignorante acredita que a integridade de certos prédios seja mais importante do que a integridade do próprio povo, extorquido, miserável e quando revoltado, agredido.


      Há quem ainda acredite que o Impeachment da presidente Dilma se deu por causa de uma passeata na rua. Há quem AINDA acredite que o voto é uma permissão divina dada na mão de algum candidato, que devemos esperar até a próxima eleição para escolher mais um número e esperar mais uma vez, sofrendo toda e qualquer mazela causada pelos políticos criminosos sem cobrar que façam seu serviço corretamente. Há quem ainda trate políticos como celebridades (inclusive há leis que absurdamente garantem isso a eles) e não como NOSSOS EMPREGADOS.


      Dentro de toda minha tristeza e raiva (e, sinceramente, até vontade de ir embora para um país melhor) torço para que o povo ainda abra os olhos, que esteja unido, do próprio lado, que perceba que ninguém mais está.


      Não existe forma perfeita de fazer protesto, de lutar. Se não querem ou não podem sair às ruas, apoiem quem sai, quem está revoltado (todos nós estamos), quem está tentando pressionar os criminosos que nos exploram e saem intactos.



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